Isso não é justo, meus pais resolvem as coisas sem me consultar (onde estava aquela união toda? Mas que droga!) se eu pudesse sumia daqui, ia morar em qualquer lugar, mas isso era um problema, vampiros não conseguem viver sozinhos, é muito perigoso.
Só queria entender por que eles fizeram isso, poxa eles sabem que odeio Piettro e mesmo assim o convidam para morar aqui em casa? Poxa o que é que eles tem na cabeça? Eu estava muito irritada, quase tinha estorado a porta do quarto quando a bati com força, dava para ouvir meus irmãozinhos brincando na piscina no quintal de trás, abri a janela, a tarde estava um pouco, o céu estava meio cinza, parecia que ia chover, saltei lá de cima e parei de pé perto da piscina.
- Não devia falar isso Ley, a mamãe não ia gostar. - Tayller disse, ele era o mais sério dos dois, um geniosinho.
- Foi você que bateu no Piettro? - Zack perguntou animado, ele adorava brigas e encrencas.
- Foi. - Respondi irritada. - Mas não tô á fim de falar nada. - Me afastei deles, depois do jardim de minha mãe ficava a floresta da cidade, um parque ecológico, nosso bairro ficava no fim da cidade, então podiámos passear lá quando quizéssemos, usei minha velocidade e sumi em poucos segundos, quando parei já estava no meio da floresta, o lugar era bem calmo, uma maravilha, saltei pra cima de uma árvore bem alta, de ´lá dava pra ver a ponta do teto de algumas casas do bairro, se eu pudesse moraria aqui, mas é claro que meus pais viriam me buscar pelos cabelos, me sentei no galho mais alto e fiquei lá olhando pro nada, apenas meditando nos sons que aquela floresta produzia, os passaros, o vento nas copas das árvores e pequenos animais que corriam por aí, começou a chover, senti a chuva bater em mim, como era bom ouvir as gotas batendo nas folhas, foi aí que parei, havia um som diferente, desde quando era natural ouvir pegadas numa floresta, ainda mais essa onde ninguém vinha, já que a maioria das pessoas preferiam o shopping, o cinema e outras coisas do centro, fiquei observando, era um guardinha do parque, mas por que estaria tão longe da cabana? Parecia estar procurando algo, ouvi mais passos, olhei para o outro lado, havia um garoto, ele também parecia procurar algo, mas ao contrário do guardinha, ele já parecia ter encontrado, fiquei observando, esse garoto estava esquisito, se comportava como um gato selvagem, estava abaixado, prestes a atacar alguém, olhei novamente para o guardinha, estava de costas, mas estava longe para que um humano normal pudesse vê-lo de longe, o que me fez pensar que esse garoto não era normal.
Pensei no que poderia fazer para impedir que o guardinha fosse atacado, tinha certeze que aquele garoto ia matá-lo, fiquei de pé no galho, assim que o garoto começou a correr ( caramba, ele não corria como alguém normal!), saltei do galho e cai exatamente em cima dele, rolei com o garoto alguns metros, batemos com força numa árvore e essa caiu, isso assustou o guardinha, ele gritou desesperado e correu, pelo menos para o lado contrário, o garoto em baixo de mim me empurrou longe. - O que você pensa que tá fazendo? - Ele perguntou se levantando, me levantei também. - Você me fez perder meu almoço!
- Você é um vampiro? - Perguntei sem acreditar, caramba, essa seria uma gigante coincidêcia, ele limpou a terra preta da roupa e fez uma careta. - Por sua culpa vou ter que gastar á mais esse mês na lavanderia. - Ao que parece ele não tinha nem ouvido o que eu tinha dito.
- Dá pra responder o que eu te perguntei? - Disse irritada, agora ele me olhou.
-Sou um vampiro sim, o que você quer saber? - Respondeu não dando muita importância, mas pra mim isso era incrível (mas que legal, alguém que eu e que não é da minha família!).
- Que legal, isso é ótimo! - Não consegui conter a impolgação, ele me olhou e deu de ombros. - Se você tá dizendo, mas afinal de conta quem é você?
- Sou Ashley Waldergraff. - Respondi me sentindo importante, afinal minha família era uma das poucas que ainda continha um sangue bem vampiro da linhagem de vampiros (Isso é algo que eu explico mais tarde).
- Desculpe, mas nunca ouvi falar. - Ele disse ligar nem um pouquinho, mas que cara arrogante!
- E você, quem é? - Perguntei com arrogância.
- Firho Martiel. - Ele respondeu, mas nem estava olhando pra mim, ao que parece procurava o guardinha, eu ainda podia ouvi-lo correndo, estava um pouco longe, espero que não tenha visto realmente o que tinha acontecido, mas se Firho quizesse correr atrás dele novamente eu teria que impedí-lo.
- Onde está sua família? - Perguntei tentando distraí-lo.
- Não tenho família. - Ele respondeu ainda olhando para os lados.
- Como assim não? - Isso era bem estranho. - É bem perigoso ficar sozinho, onde eles estão?
- Mortos. - Respondeu secamente. - Caçadores.
Esse era outro problemas, mesmo no século 21 ainda existiam caçadores de vampiros. - Sinto muito. - Não sinta garotinha, eu já não sinto mais falta deles. - Ele sorriu.
- Eu tenho nome, Firho. - Disse brava, detestava que me chamassem de garotinha.
- Que bom que você tem nome né? Seria estranho se não tivesse. - Ele estava bem sarcástico, serrei os dentes para me segurar e não destruir outra árvore batendo a cabeça dele com força, então ele deu um sorriso rápido. - Até mais A-S-H-L-E-Y. - Disse enfatizano cada letra do meu nome e depois sumiu, não quis ir atrás dele, só espero que o guardinha já tenha chegado na cabana dele, resolvi voltar pra casa, quando cheguei em casa minha mãe preparava o jantar, dava pra sentir o cheiro de carna assada com batata, entrei pela janela do meu quarto, mas não fui silenciosa o suficiente, meu pai apareceu no meu quarto. - Filha preciso falar com você. - Já foi abrindo a porta, onde estava a minha privacidade? - O que foi pai? - Perguntei sem segurar a irritação.
- Você não devia ter quebrado aquele vaso na cabeça do seu primo.
- Desculpe pai, eu sei que minha mãe gostava daquele vaso.
- Não estou falando pelo vaso Ashley! - Ele ficou nervoso com a minha falta de culpa por ter feito aquilo ( Não sei pra que tanto alarde, aposto que não tinha feito nem um arranhãozinho). - Ele é seu primo, devia ter um pouco de respeito.
- Ele nunca me respeitou, pai!
- Piettro te adora filha.
- Me adora tanto que matou meu amigo, que maravilha isso né? - Fui bem sarcástica.
- pensei que já tinha superado isso.
- Eu tinha, mas aí vocês resolvem trazer essa peste pra ficar com a gente!
- Mais respeito, ele é da nossa família.
Me cansei de tentar discutir, ele nunca ia entender mesmo, dei as costas e fui me sentar na beira da janela, ainda chovia um pouco.
- Vai descer pra jantar?
- Não! - Respondi mau humorada.
- Faça isso pela sua mãe. - Ele sabia bater no meu ponto fraco, eu adorava minha mãe (embora ela tivesse a mentalidade dos meus irmãos), me levantei e desci com o meu pai, Piettro estava sentada junto com os outros na mesa, me sentei bem longe dele e desviei a cara. - Não vai pedir desculpa? - ele queria provocar, resolvi entrar na brincadeira dele. - É claro. - Eu sorri. - Desculpe por quebrar seu vaso mãe.
Piettro ficou quieto, dei um sorriso triunfante, pelo menos naquela noite eu ia dormir feliz, só de lembrar a careta que ele fizera, mas é claro que ele ia rebater. - Senhor Waltergraff, já fez minha matrícula na escola?
- Sim, pode começar amanhã. - Ele respondeu me olhando cautelosamente.
- Você não tá falando sério! - Agora eu tinha ficado mais irritada.
- Ele precisa estudar filha. - Minha mãe se intrometeu.
- Ele tem mais de duzentos anos mãe, já fez o ensino médio o suficiente pra saber tudo. - Respondi querendo pular no pescoço dele.
- Mas é sempre bom reforçar né? - Ele riu, tinha ganho a noite melhor que eu.
- Vou pro meu quarto. - Me levantei irritada, já tinha comido um pouco.
- Antes de ir posso te perguntar uma coisa? - Piettro disse me olhando com interece. - Quem era aquele cara com quem você estava falando na floresta?
- Vai querer matá-lo também?
Ele encolheu os ombros. - Só queria saber.
- Ele se chama Firho Martiel. - Repondi seca. - É um vampiro sozinho.
- Isso é perigoso, um vampiro não devia viver sozinho. - Meu pai disse, provavelmente já o achando inconsequente.
- Fazer o que, cada um tem a vida que quer. - Respondi, um pouco mau educada. - Agora se me dá licença tô indo pro meu quarto, tenho muita lição pra fazer. - Fui pro meu quarto antes que qualquer um deles fizesse alguma pergunta, mas pra falar a verdade eu também estava curiosa para saber quem era esse tal de Firho, queria encontrá-lo novamente, o que eu não sabia é que isso só ia me trazer mais encrencas, minha vida nessa cidade estava longe de ser tranquila.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
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gostei da historia, posta mais! =D
ResponderExcluirola olha quando entrei no teu blog não acreditava como havia alguém que adorasse vampiros e tu és muito fixe adoro o teu "diário de uma vampiro"
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