Quando me mudei pra essa cidade que moro hoje, achei que ia ser um saco, meus pais gostaram da idéia, Alxander se empolgou tanto que foi logo comprando o maior galpão da cidade e o transformou em um supermercado, logo todos da cidade nos conheciam, eu achei isso péssimo, não tinhamos fugido para não chamar a atenção? E agora eramos os mais conhecidos da cidade.
Logo nossa vida estava instalada novamente, eu e meus irmãos fomos matriculados numa escola e minha mãe ficou sendo a exemplar dona de casa.
O que mais me assustava seria a interação com os outros adolescentes, eu não estava pronta para isso novamente, da última vez um garoto morrera por minha causa, não que a culpa fosse toda minha, parte dela (ou quase toda), foi de meu primo Piettro Havernit, ele é apaixonado por mim (obsessão seria a palavra mais exata), mas eu gostava de um humano que estudava na minha sala, ele se chamava Igor, era um cara bem legal, conversávamos bastante; mas foi no baile de primavera que eu acabei perdendo ele.
Eu estava quase pronta para sair, tinha escolhido um vestido lindo, era vermelho e longo, acabara de arrumar meu cabelo, ele estava todo preso num coque, quando estava saindo do meu quarto encontrei com mu primo na sala, ele me olhou admirado. - Puxa Ashley, você está linda! - Ele exclamou quase babando em cima de mim. - O vermelho te deixa mais bonita. - Ele não parava de me elogiar, como se isso fosse mudar alguma coisa em relação ao que eu sentia por ele ( eu o odiava), no final das contas acabei sendo grosseira com ele, a campainha tocou, era Igor, deixei o idiota do meu primo lá falando, mas o que eu não esperava era que ele fosse ter uma crise de ciúmes, naquela noite depois que Igor me deixou em casa, ele foi encontrado morto no outro dia e eu sabia muito bem quem era o culpado, meus pais resolveram sair da cidade para não levantar suspeitas ( foi o que eles disseram, mas eu sabia muito bem que era por que eu não iria aguentar ficar lá sem querer matar meu primo Piettro).
E foi por causa disse que nos mudamos e era por causa disse que eu tinha medo de conviver com outros adolescentes, sabia muito bem dos riscos que isso acarretava, mesmo meus pais dizendo que nçao havia perigo nenhum e que Piettro havia jurado que não voltaria a fazer isso, mas eu já tinha resolvido, seria uma aluna bem isolada, não ia querer papo com ninguém.
Meu primeiro dia de aula começou horrível, tinha planejado ir com minha blusa favorita, uma preta com botões roxos, mas eu a usara na última caçada e minha mãe ainda não tinha lavado, então tive que procurar desesperadamente por outra, pra piorar meu pai veio com a notícia de que me levaria para a escola junto com os meus irmãos, já que era isso que os pais dos outros alunos faziam, eu quis me matar, seria horrível ter que ser levada para escola em pleno segundo grau, meu pai disse que iria apenas por que Zack e Tayller iam junto, diziam que a violência nessa cidade era muita ( como se os dois fossem duas pequenas crianças indefesas).
Quando cheguei na escola saí apressadamente do carro, não queria que os outros me vissem com dois pirralhos por perto, sorte a minha que a ala deles era totalmente ao lado contrário da minha, fui seguindo o fluxo de alunos, sabia que minha primeira aula seria de economia doméstica na sala cinco (essa era a pior de todas, a que mais os alunos se cortavam e era essa a que mais eu dizia estar passando mal), me sentei numa das últimas carteiras e fiquei olhando os outros alunos entrarem, tinham pessoas de todos os tipos, era algo bem legal de se ver, então depois de todos terem entrado foi a vez do professor, ele era baixinho e bem gordinho, achei ele bem engraçado, ele olhou diretamente pra mim e pediu para que eu me apresenta-se, mas que droga, eu me levantei disse meu nome, de onde vinha, quem eram meus pais, o que eles faziam, parecia mais um interrogatório que uma aula, sorte que não tive que me paresentar nas outras aulas, já que todos me conheciam, então essas passaram mais rápido, o sinal bateu pro intervalo, peguei meu lanche, um sanduíche de queijo ( eu disse pra minha mãe que não precisava, mas ela insistiu dizendo que todos os alunos levavam lanches) e fui me sentar no lugar mais afastado possível, comi rapidamente e me reencostei para tentar descansar um pouco, eu era uma vampira, não gostava muito de ficar acordada durante o dia, mau tinha fechado os olhos quando ouvi passos em minha direção, fiz um esforço enorme para abir os olhos e vi duas pessoas, uma garota da minha altura com os cabelos loiros compridos e encaracolados e um garoto de cabelos nogros que nem meus, mas bem curtinho e cuidadosamente espetados.
- Você é a garota né? - A menina disse sorrindo, meu tempo de calmaria de paz havia acabado, infelismente eu tinha que ser educada. - Sou eu sim. - Respondi deixando transparecer um pouquinho de mau humor, mas ao que parece nenhum dos dois percebeu, ela puxou o garoto e eles se sentaram do mu lado. - Eu me chamo Jasmin e esse aqui é Leonard. - O garoto me olhou e deu um sorriso tímido, eu desviei o rosto e voltei a fechar os olhos, estava torcendo para eles me deixare em paz, mas senti que isso estava longe de acontecer. - Somos da sua sala, se precisar de qualquer coisa é só pedir, sabe você parece ser uma garota bem legal, é do tipo misteriosa né? Puxa garotas assim são incríveis, sabe o Leonard gosta de meninas assim...
- Pare com isso Jasmin. - Leonard a interrompeu corado, olhei pra ele e tive vontade de rir, ele baixou os olhos e fito a grama, por sorte o sinal tocou nessa hora, me levantei apressadamente, eles fizeram o mesmo (mas é claro que não tão rápido), fomos juntos para a sala de aula (ninguém merece, eu havia prometido pra mim mesma que não iria fazer amigos), eles me incluiram no grupo deles, o grupo era bem pequeno, apenas nós três, fiquei irritada com essa situação, não estava a fim de conversas ( vampiros se irritam facilmente durante o dia) então deixei a tal da Jasmin tagalerar o quanto queria, mas o que me deixou irritada foi que Leonard apesar de quieto não parava de olhar pra mim, até que uma hora olhei para ele com uma cara meio hostil, ele percebeu, desviou o olhar e não voltou a me olhar novamente, não sei por que, mas aquilo me deixou mal, não queria parecer chata desse jeito, quando o sinal do término das aulas bateu, juntei minha coisas rapidamente e disse aos meu "novos" amigos que tinha que ser rápida, meu pai estava me esperando e não podía esperá-los.
Consegui me livrar deles e corri para a entrada da escola, meu pai já esperava com a piccapi preta dele, entrei rapidamente, meus irmãos já estavam lá, meu pai perguntou como tinha sido meu primeiro dia de aula, sorri sem graça e disse que tinha ido bem, olhei pela janela e vi Leonard e Jasmin na calçada, ele não estava olhando para mim, provavelmente ainda pela olhada hostil que eu havia dado, corei de vergonha, e virei a cara para o outro, não queria que meu pai e meus irmão vissem minha cara, nos afastamos da escola, meu pai nos deixaria em casa antes de voltar para o trabalho.
domingo, 28 de dezembro de 2008
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